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Abril 2015


[ Produção brasileira de celulose em março sobe 1,9% sobre um ano antes, diz Ibá ]

Reuters – Aluísio Alves – 24/04/2015

A produção de celulose no Brasil subiu 1,9 por cento em março ante igual período de 2014, a 1,372 milhão de toneladas, afirmou nesta sexta-feira a associação que representa o setor, Ibá.

No acumulado do primeiro trimestre, a produção subiu 7 por cento, para 4,132 milhões de toneladas.

Já as exportações do insumo no mês passado deram um salto de 55,4 por cento ano a ano, para 1,007 milhão de toneladas. De janeiro a março, os embarques para o exterior cresceram 19,9 por cento, a 2,799 milhões de toneladas.

A produção doméstica de papel em março subiu 0,3 por cento, no comparativo anual, a 889 mil toneladas. No trimestre, porém, houve queda de 0,8 por cento, para 2,571 milhões de toneladas.

Já as exportações do produto subiram em março (+7 por cento), mas caíram no trimestre (-3,5 por cento).

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0NF1TP20150424

[ As florestas plantadas são uma agricultura com desempenho ambiental extraordinário ]

Época.com – Alexandre Mansur – 29/04/2015

O Brasil é o maior produtor mundial de celulose de eucalipto. O sucesso brasileiro é uma mistura de investimentos em tecnologia e condições naturais. Um hectare de floresta plantada produz no máximo 10 m3 de madeira por ano na Europa. No Chile, chega a 18 m3. O Brasil faz 50 m3. O negócio cresce quase tão rápido quando as próprias árvores. A área de florestas plantadas vem se expandindo continuamente. Para atender às exigências ambientais do país e agradar o público externo, as empresas adotaram práticas diferentes de outras culturas agrícolas. As grandes produtoras de papel e celulose recuperam e preservam mata nativa (de cerrado ou mata atlântica) junto com suas plantações. Foi a volta por cima de um setor que em 2004 não dava conta da demanda. Graças a esse histórico e às perspectivas do setor no Brasil, a presidente da associação das indústrias de florestas no Brasil passará a representar o setor no mundo. No dia 5 de maio, em Washington, a presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Elizabeth de Carvalhaes, assumirá a liderança do conselho mundial que reúne as associações representantes da indústria florestal. É o Conselho Internacional das Associações de Papel e Floresta (ICFPA). Será a primeira vez que alguém do hemisfério sul chega a esse posto. Elizabeth explicou à Época os desafios do setor.

ÉPOCA: Muita gente acredita que as florestas plantadas de pinus ou eucalipto têm impacto ambiental negativo. Associam essas plantações a perda de biodiversidade e esgotamento dos lençóis freáticos. Como mudar essa imagem das plantações de floresta?

Elizabeth de Carvalhaes: O eucalipto que se planta hoje é diferente do que se cultivava há 20 anos. As raízes são diferentes. O consumo de água menor. Precisamos comunicar isso ao público. Temos que informar que não é exatamente uma floresta como a nativa. É uma forma de agricultura. Plantamos árvores como outros plantam soja ou café. A prática envolve inovação genética como outras culturas. Com isso, você esclarece que não está falando de uma árvore nativa. É um cultivo agrícola. Mas um tipo de agricultura com desempenho ambiental extraordinário. As propriedades usadas para plantação de florestas mantêm 50% a 60% de área com mata nativa preservada, no cerrado e na mata atlântica. Nenhuma outra cultura agrícola tem isso. É, sim, uma monocultura. Mas traz múltiplos produtos para o mercado nacional e internacional. Chamar de floresta confunde. Tem florestas naturais ou artificiais, mais ou menos produtivas. Se você diz que é uma floresta, imediatamente toca nas questões ambientais. E só. Se diz que é uma plantação, entram outros fatores em jogo. E a expectativa muda. A agricultura colhe o que plantou. O sojicultor planta soja e colhe depois. Nós plantamos o eucalipto e colhemos depois. Por isso não faz sentido falar de corte de árvore. Não é desmatamento. É colheita.

ÉPOCA: Pelo Código Florestal, o fazendeiro deve reservar parte de sua propriedade para manter com floresta. É a reserva legal. Quem desmatou essa reserva legal pode recompor parte dela com plantação de espécies exóticas, como eucalipto e pinus. Como o setor de florestas plantadas pretende aproveitar essa oportunidade?

Elizabeth: Estamos conversando com a Embrapa para incentivar a aceleração do Cadastro Ambiental Rural (CAR). É o sistema onde cada fazendeiro deve cadastrar sua propriedade e as áreas de preservação. Das cerca de 5 milhões de propriedades do Brasil, só 800 estão georeferenciadas no CAR. Quando esse processo estiver adiantado, teremos a oportunidade de oferecer nosso superávit de florestas para quem desmatou além da conta e precisa compensar. Também é possível que alguns desses fazendeiros recomponham a floresta desmatada plantado árvores de pinus ou eucalipto. Isso vai ajudar a dobrar a área total de florestas plantadas do Brasil. Temos expectativa de dobrar a área nos próximos 10 a 15 anos.

ÉPOCA: O pinus é de origem européia. O eucalipto é nativo da Austrália. Por que não se incentiva a plantação usando árvores nativas do Brasil?

Elizabeth: Faz 100 anos que as plantações florestais vem se desenvolvendo. Durante esse tempo, já foram testadas várias espécies, algumas nativas e outras exóticas. Os melhores resultados em produtividade foram obtidos com o pinus e o eucalipto.

ÉPOCA: Você acabou de assumir a direção do Conselho Internacional das Associações de Papel e Floresta (ICFPA), que reúne as entidades representantes do setor no mundo. É a primeira vez que um representante do Brasil ocupa esse posto. Qual é a sua prioridade?

Elizabeth: Criar um equilíbrio maior entre os objetivos do hemisfério norte e do Cone Sul. Nos países do norte, as prioridades são outras. Eles fazem papel e celulose a partir de florestas nativas. No Brasil, é tudo plantado. Nós somos diferentes e superiores. O fato de não usarmos árvores naturais é uma vantagem para nós. O Brasil é proprietário dos melhores clones do mundo. Os maiores investimentos em engenharia genética arbórea são feitos no Brasil. Nosso país tem amplo espaço para crescer no melhoramento genético de clonagem. As florestas plantadas são as que mais crescem em certificação no mundo. Entendemos que essa prática traduz a reputação e a responsabilidade do setor. Um dos desafios atuais é aumentar a certificação dos fomentados. São pequenos agricultores que plantam na propriedade deles, e vendem a madeira para a produção de papel ou celulose. Estamos falando de 25 a 30 mil famílias de pequenos produtores, que têm essa renda. Isso tudo ocorre sem prejuízo das florestas nativas. O Brasil é o maior produtor de celulose de fibras curtas (tipo de celulose típico do eucalipto). Isso tudo ocupando menos áreas do que o cultivo de cana de açúcar.

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/ noticia/2015/04/florestas-plantadas-sao-uma-agriculturacom- desempenho-ambiental-extraordinario.html

[ Apple compra 36 mil hectares de florestas para embalagens sustentáveis ]

Canaltech – 16/04/2015

A Apple está investindo em sua imagem sustentável, algo que já foi mais evidente em outros períodos. A companhia anunciou, por meio de um comunicado publicado pela organização The Conservation Fund, que comprou mais de 36 mil hectares de florestas vulneráveis com o objetivo de proteger a região, produzindo embalagens ambientalmente amigáveis para seus produtos.

O comunicado veiculado nesta quinta-feira (16) afirma que a companhia de Cupertino adquiriu 32.400 hectares na região do rio Mattawamkeag, no Maine, e outros 3.600 hectares de pinheiro e floresta de madeira em Brunswick County, na Carolina do Norte. Em termos de comparação, a a área total do terreno é maior do que a cidade de São Francisco.

"Hoje, a Apple e o Conservation Fund anunciam uma colaboração projetada para ajudar as florestas de trabalho da América a continuarem sendo florestas de trabalho. Para a Apple, este é o início de um esforço mundial, que representa um nova abordagem, uma vez que reavalia o impacto na cadeia de suprimento de papel no mundo", diz o texto, escrito pela chefe de iniciativas ambientais da Apple, Lisa Jackson, juntamente com o presidente- executivo do Conservation Fund, Larry Selzer.

"Assim, a Apple está se esforçando para fornecer 100% das fibras virgens utilizadas em papéis e embalagens de florestas geridas de forma sustentável ou de fontes controladas de madeira", destacam. Segundo a dupla, a produção anual coletiva de fibra de papel a partir somente dessas duas florestas é equivalente a quase metade da fibra virgem usada nas embalagens de iPhones, iPads, iPods, Macs e Apple TVs no ano passado.

A Floresta Reed, no Maine, possui zonas úmidas, rios e florestas de terra firme que servem de refúgio para o salmão do Atlântico, águias, gaviões do norte e o lince do Canadá. Já a Floresta Brunswick fica ao lado da área de preservação Green Swamp Preserve, que impede a fragmentação do marco natural nacional. Com pinho de alta qualidade, além de plantas e flores características, o local tem sido prioridade na conservação do meio ambiente.

A Maçã é inovadora no que diz respeito à proteção de florestas, por meio do projeto Working Forest Fund (WFF), do Conservation Fund. Criado no final dos anos 90, o programa ofereceu um novo modelo de aquisição e proteção permanente de porções ecologicamente significativas, em grandes áreas verdes intactas de regiões privadas. Com a iniciativa, a companhia espera não somente aumentar a quantidade de papel reciclável como também inspirar outras empresas a fazerem o mesmo.

http://canaltech.com.br/noticia/apple/apple-compra-36- mil-hectares-de-florestas-para-embalagens-sustentaveis- 39507/#ixzz3Y2yrt2ZU

 







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