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Fevereiro 2015


[ Setor de Papel & Celulose brasileiro se blindou de crise externa ]

Infomoney – Arthur Ordones

A inauguração de diversos projetos de expansão de capacidade, ou greenfields ao redor do globo em 2012 e 2013, ocasionaram um cenário de considerável acréscimo da oferta mundial de celulose de fibra curta (BHKP), pressionado sua cotação nos principais mercados internacionais, sobretudo no mercado asiático, que atingiram as cotações mínimas históricas, cerca de US$ 450 a tonelada.

De acordo com informações da Coinvalores, em relatório, os impactos dos menores preços foram sentidos de forma considerável nas empresas do setor, sobretudo nas empresas com forte exposição às exportações. Porém, vale ressaltar a competitividade da indústria celulósica brasileira, pois condições climáticas favoráveis e tecnologia de ponta permitiu que o Brasil atualmente detenha o menor custo de produção de fibra curta do mundo, assim apesar da rentabilidade das empresas brasileiras terem ficado comprometida, estas se viram em posição privilegiada frente aos demais produtores mundiais.

No final de 2014, a sazonalidade favoreceu o aquecimento da demanda internacional, devido ao processo de recomposição de estoques, (sobretudo nos EUA e China), o que aliado ao menor ritmo de inaugurações propiciou alento às cotações da commodity, que iniciaram franca recuperação. Porém, a pergunta que permanece é, e daqui pra frente? Para 2015, o cenário de recuperação nos preços de celulose de fibra curta deve permanecer, além da demanda, aquecida importantes projetos de expansão ao redor do globo foram postergados ou até mesmo cancelados.

Porém, o principal fator de otimismo se deu com os anúncios de fechamento de três fábricas ao redor do globo no segundo semestre de 2014, que resultaram em uma retirada do mercado de cerca de 830 mil toneladas anuais de celulose. Tais fechamentos devem se tornar tendência no exterior, devido à comentada relação de custos de diversos players internacionais, de forma a acentuar o processo de recuperação nos preços de celulose.

brasileiras e Suzano anunciaram no início de outubro um reajuste de cerca de US$ 20 por tonelada nos preços vendidos aos principais mercados internacionais, corroborando o cenário de recuperação nos preços internacionais da commodity.

No quesito demanda, o destaque fica com a Ásia, que nos últimos anos vem caminhando a passos largos em termos de representatividade nas exportações brasileiras. Em 2009 o país era destino de 17,6% das exportações de celulose brasileira, já no primeiro semestre de 2014 passou a representar 32,6%. Apesar de ser forte produtora mundial, a indústria celulósica chinesa foi uma das que mais apresentaram dificuldades durante o biênio 2012/13 devido ao seu elevado custo de produção frente a demais concorrentes globais.

Durante o momento mais preocupante de precificação de fibra curta na Ásia, o spread entre preços de fibra curta e longa alcançaram o patamar de US$ 250 por tonelada, o que motivou diversas produtoras asiáticas a alterarem seu parque fabril para o processamento de fibra longa, sendo a “alternativa” para se manterem rentáveis. Este processo deve levar tempo, e a perspectiva é que ao longo de 2015 o país mantenha aquecida a demanda por fibra curta, para suprir a queda na produção interna das fabricas que alteraram seu processamento para fibra longa, e para suprir o crescente consumo de papel no mercado chinês.

Assim, a tendência para os próximos anos é que a China continue ganhando share nas exportações brasileiras, principalmente se considerarmos os baixos índices de consumo de papéis quando comparado com outras economias, e a maturidade dos demais destinos das exportações brasileiras, como os EUA e a Europa, que expressam pouco avanço no consumo interno de papéis. Já no que tange ao segmento de papéis, a conjuntura de baixo crescimento econômico vem pesando cada vez mais nos resultados das empresas voltadas para o mercado interno, em bolsa temos a Klabin que possui cerca de 70% das receitas oriundas do Brasil, e em menor escala a Suzano com cerca de 50% de suas receitas.

Sócio de peso

Diante de uma conjuntura de crescimento anêmico nos volumes de vendas, cada vez mais a flexibilidade no mix de produtos e o forte contingenciamento nos custos de produção vem sendo diferenciais estratégicos do setor para mitigar os efeitos adversos da economia doméstica. Além disso, a capacidade de flexibilizar as operações entre os mercados interno e externo (mediante as condições de mercado) também vem garantindo importantes ganhos para as empresas do setor, e a tendência é de que este processo se intensifique em 2015, pendendo para maior exposição as exportações, conforme os preços de celulose no mercado internacional apresentem recuperação.

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/ noticia/3836440/setor-papel-celulose-brasileiro-blindoucrise- externa-entenda

[ Cientista traça quatro cenários para a crise hídrica, que vão do pânico à calmaria ]

Veja – Mariana Barros

O que meses at rás era apenas uma possibilidade, tornou-se questão de tempo. Com o agravamento da crise hídrica, moradores da Grande São Paulo já se preparam para encarar a qualquer momento um rodízio de água. Segundo o diretor da Sabesp Paulo Massato, as torneiras poderão ficar secas por até cinco dias seguidos. Especialistas ouvidos pelo blog avaliam que a proposta está dentro do que já vinha sendo previsto como modelo de restrição. Isso porque, por causa do tamanho da rede de abastecimento, a água tem de viajar durante mais de 24 horas pela tubulação para alcançar os extremos. Isso significa que seria preciso manter a distribuição por pelo menos dois dias para garantir que quem está mais afastado não deixe de receber água.

Só que um rodízio capaz de fazer diferença na economia de água exige fechar os registros pelo dobro do tempo em que permanecem abertos. Assim, se eles têm de ficar abertos por dois dias, precisam ficar, no mínimo, os quatro dias seguintes fechados. A proposta da Sabesp já está um grau acima desse mínimo, acrescentando um quinto dia sem água na equação: dois dias de abastecimento seguidos de outros cinco de seca. Quando dizemos “sem água” é claro que isso não inclui o volume que fica armazenado na caixa d´água — o que, em média, dá para dois dias. De qualquer forma, cinco dias é bastante tempo para ficar sem algo tão fundamental.

A gravidade da situação fez com que a revista VEJA que está nas bancas nesta semana trouxesse em sua reportagem de capa um especial sobre os efeitos da escassez combinada de água e de luz. O texto de abertura, do que participei, pode ser lido aqui. A apuração demandou dezenas de conversas com especialistas de várias áreas.Uma das cientistas a colaborar foi Adriana Cuartas, pesquisadora do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Por meio de um software desenvolvido para antever o que vem por aí, Adriana elaborou quatro cenários possíveis, que vão do pânico à calmaria –sendo este último, infelizmente, o mais improvável de todos. Os prognósticos referem-se apenas ao sistema Cantareira. Perceba que nos cenários 3 e 4 a cientista previu uma redução de 40% do consumo, mas, pelo que indica o modelo de rodízio em estudo, a redução a ser imposta pela Sabesp será maior do que isso. Vamos aos cenários:

Cenário 1 – Pânico

Se as próximas chuvas atingirem somente 25% da média histórica (como tem sido este mês de janeiro) e o ritmo atual de captação for mantido, o manancial resistirá somente até março/abril. Como a segunda temporada de chuvas do ano tem início em outubro, serão seis meses bastante críticos, em que dificilmente será possível escapar de um rodízio de água. Piscinas de clubes e condomínios serão interditadas e, no limite, locais onde o consumo é alto, como escolas e shoppings, fecharão as portas temporariamente. Fabricantes de bebidas e de papel e celulose já estudam migrar suas produções para o sul do país.

Cenário 2 – Preocupação

Se chover metade da média histórica e a captação for mantida como está, o manancial deve durar até junho. Faltarão então três meses para o nova temporada de chuvas, período que pode ser atravessado com a ajuda de planos emergenciais baseados no uso de caminhões pipa e de poços artesianos. Isso incluiria um aumento no número de poços e no volume extraído dos 12.000 poços existentes em São Paulo. Como tanto nos poços quanto nos caminhões pipa a origem da água nem sempre pode ser verificada, será preciso comprar água mineral para beber, item que no ano passado acumulou alta de preço de 15% (IPC-Fipe), o triplo da média geral.

Cenário 3 - Esperança

Se chover cerca de 25% acima da média história e captação cair em 40%, o sistema deve aguentar até o final deste ano, quando as chuvas mais intensas costumam ocorrer. Somado a isso, até fevereiro do ano que vem, está prevista a entrega de cinco grandes obras orçadas em mais de 1 bilhão de reais e que devem acrescentar cerca de 10 m3/s à captação total. Entre elas, há um sistema de reuso de água da represa Guarapiranga e a interligação do Rio Pequeno com a represa Billings.

Cenário 4 – Calmaria

Se chover o dobro da média histórica e o consumo for reduzido em 40%, será possível recuperar os volumes mortos já utilizados e atingir pelo menos a meta de 70% de preenchimento do volume útil, situação que os especialistas consideram confortável para o abastecimento. No ano passado, porém, apenas março superou a média história de chuvas. Os outros onze meses registraram taxas abaixo do normal, assim como janeiro desde ano vem registra até aqui. Esse histórico recente faz deste cenário o mais improvável de todos.

http://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/2015/ 01/28/falta-agua/

 







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