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Junho 2014


[ Jari volta com celulose solúvel ]

Valor Econômico – Stella Fontes – 09/06/2014

Parada há quase um ano e meio, a Jari Celulose vai retomar as operações de sua fábrica no Vale do Jari, região amazônica entre os Estados do Pará e do Amapá, entre julho e agosto. Ao invés das 400 mil toneladas de celulose de eucalipto por ano produzidas anteriormente, a Jari volta à carga com outro produto, a celulose solúvel, após investimentos de R$ 600 milhões.

Em entrevista ao Valor, o presidente do Grupo Jari, Sergio Amoroso, explicou que esse montante se refere à conversão da fábrica, plantio de florestas e manutenção da unidade no período em que a produção esteve suspensa. Do total dos recursos, R$ 350 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Vamos começar com celulose solúvel para a indústria têxtil, mas há potencial para produção de éteres e acetato de celulose no futuro", disse o empresário. Hoje, há apenas uma produtora dessa matéria-prima no país, a Bahia Specialty Cellulose (BSC), que tem capacidade para 485 mil toneladas por ano e pertence à asiática Sateri Holdings.

Conforme Amoroso, a partir de 2008, e diante da queda acentuada dos preços da celulose de fibra curta, na esteira da crise econômica mundial, a Jari viu suas margens encolherem ano a ano, até entrar no vermelho. Em fevereiro de 2013, menos de um mês depois de o Grupo Jari (antigo Orsa) concluir a venda de 75% de seu negócio de embalagens para a International Paper (IP) por R$ 952 milhões, a Jari Celulose suspendeu a produção na Amazônia.

Desde então, o grupo, que em abril deste ano vendeu a fatia de 25% remanescente na área de embalagens para a própria IP, vem trabalhando na conversão da fábrica. A "nova" Jari terá capacidade inicial de 250 mil toneladas por ano de celulose solúvel, que pode ser usada principalmente, na fabricação de fibra de viscose.

A partir da matéria-prima também é possível fabricar acetato de celulose, usado principalmente na indústria de cigarros; éteres de celulose, que são usados pela indústria farmacêutica (em cápsulas) e alimentícia (capa de embutidos), além de nitrocelulose e celulose microcristalina.

A ideia de converter a fábrica, contou Amoroso, veio após a Jari ter sido procurada pela Birla Cellulose, que integra o conglomerado indiano Aditya Birla. A empresa demonstrou entusiasmo com o ativo, buscando com a conversão a entrada em novo negócio. Na esteira do interesse dos indianos, a Jari contratou um estudo da consultoria Pöyry, no início de 2012, que levou à decisão de investimento em celulose solúvel.

A produção da Jari, contudo, chegará ao mercado em um momento menos favorável para a matéria-prima do que o verificado em 2011, quando os preços atingiram US$ 3 mil a tonelada. Nos anos seguintes, outras produtoras de celulose ao redor do mundo, que enfrentavam problemas com custos, também apostaram na conversão das fábricas, o que levou a um quadro de superoferta. Além disso, no início de abril, a China anunciou a aplicação de tarifa antidumping sobre a celulose solúvel originada nos Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Por outro lado, o potencial desse segmento no longo prazo atraiu a Jari. Um dos relatórios que compõem o estudo BNDES, conduzido pelo consórcio formado por Bain e Gas Energy, sobre o potencial da indústria química brasileira, indica que a celulose solúvel e seus derivados poderão atrair investimentos em torno de US$ 2,2 bilhões no país no período de até 15 anos.

Além de ampliação de capacidade, esses recursos poderão ser aportados na fabricação local de produtos de maior valor agregado, que hoje são importados e, em determinados casos, levam matéria-prima brasileira. Na avaliação Amoroso, há uma série de fatores que já garantem competitividade ao projeto da Jari. Ele cita a distância média entre fábrica e florestas, de 25 quilômetros - fator que reduz o custo de transporte de madeira e, consequentemente, o de produção -, mais 55 mil hectares de florestas já plantadas e o projeto logístico - "estrada de ferro dentro da floresta, porto em frente à fábrica".

http://www.valor.com.br/empresas/3578020/jari-volta-com-celulose-soluvel#ixzz349VXKnVB

[ Suzano paga R$ 529 milhões para controlar a Vale Florestar ]

Monitor Mercantil – 04/06/2014

A Suzano Papel e Celulose assinou um acordo para a compra, por R$ 528,9 milhões, de todas as cotas do fundo Vale Florestar, que detém 45 mil hectares de florestas de eucalipto plantadas em áreas arrendadas no Pará.

A companhia também leva no acordo outros 95 mil hectares de mata nativa que até então estavam sob tutela da Vale e deverão ser preservados. As terras das áreas não estão incluídas na operação. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo o presidente da Suzano, Walter Schalka, a aquisição do Vale Florestar ajudará a reduzir mais rapidamente o nível de endividamento da companhia, que desde 2009 tinha contrato para comprar a madeira das áreas arrendadas pelo fundo e agora passará a ter mais flexibilidade para pagar pelos insumos.

A dívida líquida da companhia encerrou o primeiro trimestre em 4,6 vezes a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).

Sob o contrato antigo, a empresa teria de pagar toda a madeira cortada e colhida no primeiro ciclo de colheita, disse Schalka, acrescentando que, com a aquisição do Vale Florestar, o período de pagamento será maior. “Vai se estender para além do período da colheita. Isso reduz de forma significativa a saída de caixa e acelera o processo de desalavancagem”, afirmou.

Ciclos de colheita

Segundo Shalcka, haverá dois ciclos de colheita com 2 milhões de metros cúbicos de madeira previstos para o primeiro ciclo. Antes do acordo, a Suzano teria que pagar pela madeira de todo o ciclo pouco após a colheita, em vez das parcelas anuais acertadas na aquisição.

Schalka afirmou que após o acordo, a Suzano terá garantido 70% de madeira própria para abastecer sua recém construída fábrica de celulose no Maranhão, com o restante vindo de terceiros. O executivo evitou fazer comentários sobre eventuais novas aquisições de florestas, mas afirmou que a Suzano quer reduzir a distância média de transporte de madeira e que isso se dará por fatores incluindo operações de aquisição, venda de ativos ou troca.

O acordo de compra do Vale Florestar prevê um pagamento inicial de R$ 45 milhões pela Suzano assim que a operação for fechada e o restante em parcelas anuais e sucessivas de 10 a 15 anos. A primeira delas terá vencimento um ano após a data do fechamento da transação.

A mineradora Vale possui uma das maiores participações no Vale Florestar e receberá um total de R$ 205 milhões com a operação. O BNDES Participações (BNDESPar), a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) e a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) também detêm cotas no fundo.

Em nota , a Vale afirmou que a transação é consistente com a estratégia da Vale de priorizar o investimento em ativos estratégicos de classe mundial e se constitui em mais um passo no processo de simplificação de seu portfólio.

Fluxo menor de saída de caixa

De acordo com relatório da HSBC Global Research, a aquisição de terras anunciada pela Suzano deve auxiliar a companhia a diminuir os fluxos de saída de caixa nos próximos sete anos e a aumentar o ritmo da redução da alavancagem, segundo relatório divulgado pela HSBC Global Research.

“Não acreditamos que essa é uma aquisição 'que vai mudar o jogo', mas realmente consideramos a transação como algo positivo para a empresa. A administração da Suzano indicou no passado que esse tipo de transação [a compra de florestas] era uma possibilidade, então essa operação não deve se constituir em uma grande surpresa para o mercado”, afirmou o documento do HSBC.

O papel PNA da Suzano encerrou o pregão desta quartafeira com valorização de 1,06% a R$ 8,58.

http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=153477&Categoria=FINANCEI0RO

[ Venda de papelão ondulado no Brasil em maio cai 1,5% ]

Reuters – Alberto Alerigi Jr – 09/06/2014

A venda de papelão ondulado no Brasil em maio caiu 1,5 por cento sobre um ano antes, para 288.928 toneladas, informou nesta segunda-feira a entidade que representa o setor, citando dados preliminares.

Na comparação com abril, mês mais curto que maio, as vendas do insumo, considerado um dos termômetros da economia, subiram 4,69 por cento. No acumulado deste ano até maio, as vendas de papelão ondulado somam 1,391 milhão de toneladas, alta de 0,35 por cento sobre os cinco primeiros meses de 2013.

Às 10h48, as ações da Klabin, importante fabricante de papel para embalagens no país, registravam queda de 0,45 por cento, enquanto o Ibovespa tinha variação positiva de 0,08 por cento.

http://br.reuters.com/article/businnesNews/idBRKBN0EK17220140609

 







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